Olá pessoal.
Quanto tempo heim? Com a correria acabei não atualizando o Blog com a frequência que desejo.
Mas vamos ao que interessa. Hoje falaremos sobre consumo acumulado de oxigênio durante a máxima fase estável de lactato sanguíneo (MLSS) durante o exercício contínuo e intermitente.
A MLSS tem sido considerada um ótimo padrão para a prescrição do treinamento aeróbio, em especial para aqueles indivíduos treinados. Para estes indivíduos, uma parte importante do treinamento aeróbio é prescrito de forma intermitente (treinamento intervalado) pois, o exercício realizado nestas condições permite, como dito em posts anteriores, realizar a mesma duração do exercício em intensidade superior àquela que seria possível de se realizar de forma contínua.
Estudos têm indicado que a promoção das adaptações aeróbias seria favorecida com o treinamento intervalado. Apesar dos mecanismos que facilitem esta adaptação não serem ainda completamente conhecidos, o estresse sobre as estruturas e processos associados à utilização do Oxigênio (O2) para a produção de energia seria um dos possíveis fatores.
Em estudo realizado com o intuito de comparar o VO2 acumulado durante o exercício realizado na MLSS determinada de forma contínua e intermitente foi possível verificar que:
- o consumo acumulado de oxigênio durante o exercício (VO2AC) foi semelhante entre as duas condições (104,4 ± 9,4 e 102,2 ± 8,9 litros respectivamente);
- o consumo acumulado na carga (VO2ACcg), ou seja, o consumo acumulado após o ajuste da cinética do VO2 foi maior na condição contínua quando comparada a condição intermitente (96,7 ± 1,1 e 35,1 ± 10,7 litros respectivamente);
- o tempo de manutenção nos valores da carga, ou seja, o tempo de manutenção do VO2 após o período de ajuste (TMcg) foi maior no exercício contínuo quando comparado ao exercício intermitente (27,1 ± 1,2 e 10,1 ± 3,4 minutos respectivamente).
É importante ressaltar que o exercício na MLSS intermitente foi realizado com uma intensidade absoluta 10% maior que a MLSS contínua (a influência da interrupção na MLSS foi discutida em posts anteriores).
Observando estes resultados podemos afirmar que a interação entre o tempo de exercício e o VO2 acumulado não parece determinar a superioridade do treinamento intervalado nestas condições de estudo. Ainda observando estes dados, podemos sugerir que os mesmos suportam os dados obtidos por Daussin et al., (2008), indicando que a flutuação nas taxas de produção de energia parece ser fator essencial para a promoção de adaptações aeróbias.
Para mais informações acerca dos domínios de intensidade e limite superior do domínio pesado, sugiro a leitura de: Barbosa, L. F.; Greco, C. C.; Denadai, B. D. Comparação do VO2 acumulado durante o exercício contínuo e intermitente na máxima fase estável de lactato sanguíneo. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício. 9(1), p. 39-44, 2010.
Abraços e até a próxima.
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